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domingo, 28 de abril de 2013

POR UMA APOLOLOGIA DA BOA E VELHA EBD!



POR UMA APOLOLOGIA DA BOA E VELHA EBD!

João Oliveira Ramos Neto
Historiador e pastor, redador da revista Realização e membro da SIB em Goiânia - GO
Em muitas igrejas onde sou convidado a pregar, tenho visto muitas EBD’s vazias. E, muitas vezes, o convite para a preleção é justamente para falar sobre a importância e a necessidade de resgatar o estudo bíblico em conjunto nas classes. Constato uma tentativa da liderança das igrejas de despertarem os membros para a importância do alimento espiritual semanal.
Por falar em lideranças desesperadas, vejo muitas ações serem tentadas sem sucesso. Uma delas, por exemplo, é culpar a literatura da CBB. Alunos ausentes acusam o conteúdo das revistas de nossa convenção como sendo o culpado pelo seu menosprezo para com as aulas de domingo de manhã.
Desesperados, os líderes procuram novidades. Usam revistas da Cristã Evangélica, da Assembleia de Deus ou da Presbiteriana e, após alguns trimestres, constatam que não fez a menor diferença. Os alunos ausentes continuam ausentes e nem percebem o quanto nosso material mudou para melhor. Aliás, do lado de lá, as outras denominações fazem a mesma coisa, e usam a nossa literatura!
Então, por que a EBD de muitas igrejas batistas está vazia? Arrisco responder que é porque o Diabo tem colocado mentiras na cabeça dos seus membros. Ingenuamente, eles têm cedido a tais enganos. Citar o Diabo é sempre desconfortável, porém, necessário. Não deve ser usado como desculpa para tirar nossa responsabilidade, mas precisamos e devemos ficar atentos aos seus ardis. Por isso, quero chamar sua atenção para os cinco
mitos diabólicos que têm penetrado no pensamento de membros de igrejas e afastando-os da EBD. Destruir tais mitos é uma tentativa de reanimar a velha e boa escola bíblica onde a chama dela está fraca ou apagada.
Vamos aos mitos.

Não preciso ir à EBD porque já ouço a mensagem do pastor à noite.
A mensagem do púlpito no culto tem um objetivo diferente da aula na EBD. Na aula recebemos o suporte técnico para encontrarmos respostas para nossos desafios diários. Na mensagem do pastor, recebemos respostas práticas para desafios específicos. Assim,
quantas vezes, ao ouvirmos uma edificante mensagem, saímos com outras dúvidas sobre o texto lido que não foram sanadas na mensagem porque o objetivo dela era outro? Somente na aula da EBD temos a oportunidade de dirimir as dúvidas que surgem, questionando sobre elas.

Não preciso ir à EBD porque já sei o que o professor vai falar.
Acontece que, sempre que vem à nossa mente um pensamento que afirma uma suposta superioridade nossa sobre outros irmãos – “eu sei mais que o professor” -, podemos ter absoluta certeza que a origem de tal pensamento é diabólica (Fp 2.3).
Se a aula está irrelevante, a culpa é do próprio aluno, que chegou desinteressado.
Se ele previamente estudar a lição e levar novos questionamentos, o professor automaticamente será desafiado a trazer novas respostas e a aula poderá ficar muito mais
interessante. Muitas vezes, os alunos que afirmam que as aulas são desmotivadoras são os próprios que poderiam e deveriam assumir como professores mais estimuladores.

Não vou à EBD porque é invenção de homens.
O fato da EBD não aparecer diretamente na Bíblia não significa que ela deve ser
menosprezada por isso. Há várias coisas que fazemos nas nossas igrejas que não estão na Bíblia e, mesmo assim, são ótimas ferramentas. Tiago 1.17 afirma que toda boa dádiva vem de Deus.
Portanto, mesmo sendo uma invenção humana, se a EBD é boa e edificante, ela tem origem divina.
Não vou à EBD porque estudo a Bíblia sozinho em casa.
Quem usa essa mentira como desculpa está enganando a si mesmo. Na verdade, quanto mais você estuda a Bíblia, mais sede você sente. Quando você estuda a Bíblia em casa, você fica ansioso para que chegue o domingo de manhã.

A EBD é desmotivadora porque deveria ser mais dinâmica.
Não se trata, porém, de um problema específico da EBD. É uma desculpa generalizada da educação em todas as áreas porque é uma crise da sociedade como um todo. Atualmente, somos bombardeados por informações rápidas que têm como objetivo nos manter na superficialidade e retirar de nós o tempo necessário para amadurecer as informações e desenvolver uma reflexão crítica. Por isso, tudo que é reflexivo (não dinâmico) é taxado de “chato” por quem se recusa a mergulhar mais fundo. A igreja tem obrigação de fazer o contrário do que o mundo faz. Assim, a EBD não deve ser mais um lugar de bombardeio de informações rasas, mas lugar de digerir informações densas.

Analisado os mitos, talvez você ainda se questione: por que o Diabo quer nos afastar da EBD?
Arrisco três respostas: Porque fica mais fácil para ele enganar os cristãos. Todos os dias vejo dezenas de mensagens teológicas sendo indiretamente divulgadas pela Internet. Muitas
delas são erradas do ponto de vista da doutrina bíblica.
Contudo, muitos membros de igreja estão sendo enganados por elas. Quando você as corrige, geralmente o argumento usado para a defesa delas é que trata-se de um detalhe que não merece importância. No entanto, a grande estratégia do Diabo é dizer que um pequeno erro não trás grandes problemas. Se fosse assim, Paulo não teria escrito a Carta aos Gálatas, para corrigir os judaizantes, e nem a Carta aos Colossenses, para corrigir os
gnósticos. É como um avião: se, ao decolar de Brasília, ele mudar irrisoriamente a direção da sua rota, duas horas depois, ao invés de pousar em Vitória, ele estará pousando em Salvador. Pequenos erros teológicos causam grandes estragos espirituais a longo prazo. Assim, o Diabo quer afastar pessoas da EBD para que não aprendam a sã doutrina e sejam ludibriadas pelas mensagens da mídia.
Porque sem frequentar a EBD os cristãos ficam mais fracos.
Nas duas vezes em que Jesus se referiu ao estudo da Bíblia, ele usou o verbo no plural (Jo 5.39 e Mateus 22.29). O Diabo sabe que fica mais fácil atingir os cristãos se eles andarem sozinhos. Quando Pedro recusou-se a estar com os outros discípulos, ele caiu
(Lc 22.54-62). Mas, depois, ele aprendeu a lição e passou a frequentar o templo com disciplina (At 3:1-10), o que o tornou forte, contrastando com aquele que estava doente à porta. Aquele que frequenta o local de estudo bíblico com disciplina fica forte para ministrar na vida daqueles que estão doentes e contagiá-los, pois assim que ficou são o ex-mendigo
também entrou. Quem fica sozinho do lado de fora, fica espiritualmente doente, porque fica fraco.
Porque é mais fácil para o Diabo colocar dúvida nos corações daqueles que não
frequentam a EBD. Uma velha estratégia de Satanás é colocar dúvida em relação à Palavra de Deus. Deu certo com Eva (Gn 3) mas não deu certo com Jesus (Mt 4). Durante a semana, você ouve muitas críticas às doutrinas fundamentais do cristianismo. A EBD é o local para compartilhá-las e, consequentemente, encontrar respostas. Se você não faz tal
exercício, aos poucos a sua fé vai se exaurindo.

Concluindo, nossa oração é despertar nos membros das nossas igrejas um ardente interesse pela frequência assídua à EBD. Rejeitando os mitos diabólicos, sejamos cristãos fortes e doutrinariamente saudáveis.

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