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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

COMPREENDENDO O PERDÃO

COMPREENDENDO O PERDÃO
“Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta”.  (Mateus 5.23,24)

INTRODUÇÃO:

O PERDÃO é um ato de reconciliação, no entanto o perdão não funciona quando é praticado somente entre você e Deus; o perdão de Deus para a sua vida está condicionado ao perdão que você dar aqueles que lhe ofende.
O ato de perdão nos faz lembrar a cruz; as duas linhas do fluir da reconciliação: a vertical (nós e Deus) e a horizontal (eu e você). O mesmo perdão que recebemos de Deus deve ser praticado entre nós.
Por que perdoar?
QUEM NÃO PERDOA NÃO É PERDOADO

O perdão (ou a falta dele) faz muita diferença na vida de alguém.
A reconciliação horizontal determina se a vertical... 
A palavra de Deus é muito clara quanto a forma de liberar perdão; A palavra de Deus não deixa Duvidas quanto os perigos decorrentes da falta de perdão.
Se não perdoarmos a quem nos ofende, então Deus também não nos perdoará. Foi Jesus Cristo quem afirmou isto na oração do Pai-nosso:
“Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. (Mateus 6.14,15)

Uma das lições é: Deus espera que usemos do mesmo espírito misericordioso para com quem nos ofende.
Se nos negamos a perdoar, interrompemos o fluxo da graça de Deus em nossa vida, e nossa reconciliação com Deus fica comprometida pela ausência da nossa reconciliação com o próximo.
Cristo também nos advertiu com clareza sobre isto em uma de suas parábolas (faladas num contexto que envolvia o perdão): (Mateus 18.23-35)
O significado desta ilustração dada por Jesus Cristo é muito forte.
Temos um rei e dois tipos de devedores. Se a parábola ilustra o reino de Deus, então o rei figura o próprio Deus.
O primeiro devedor tinha uma dívida impagável, enquanto que a do segundo estava ao seu alcance.
O primeiro servo tinha uma dívida equivalente a 200.000 dias de trabalho, (547 anos) enquanto o outro servo devia o equivalente a apenas cem dias de trabalho.
A dívida do primeiro homem revela a dimensão da dívida que cada um de nós tinha para com Deus, e que, por ser impagável, estávamos destinados à prisão e escravidão eterna.
A dívida do segundo homem revela os nossos conflitos, as nossas desavenças.
Contudo, sem que fizéssemos por merecer, Deus em sua bondade, nos perdoou.
Portanto, Ele espera que façamos o mesmo. O cristão que foi perdoado de seus pecados e recusa-se a perdoar um irmão, terá seu perdão revogado.
Isto é muito sério. As ofensas das pessoas contra a gente não são nada perto das nossas ofensas que Deus deixou de levar em conta.
O que pode acontecer por não perdoar?
A FALTA DE PERDÃO É UMA PRISÃO

Quem não perdoa, está preso. Lemos em Mateus 18.34: “E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse toda a dívida”. A palavra verdugo significa “torturador”.

Além de preso, aquele homem seria torturado como forma de punição.

O que Jesus falou em figura nesta parábola é uma realidade espiritual na vida de quem não perdoa. Os demônios se apoderam da vida daqueles que retém o perdão.

As torturas aplicadas são as mais diversas: angústia e depressão, enfermidades, debilidade física, etc.
Muita gente tem sofrido com a falta de perdão.
A pessoa que não libera perdão sofre duas vezes –
Sofre o ataque seja ele em qual área for e depois a dor da mágoa.
O perdão é um benefício para aquele que está ferido. Sem perdão não há cura. A doença interior só se complica, e a saúde espiritual, emocional e física da pessoa ressentida é seriamente afetada.
Em outra passagem vemos o Senhor Jesus nos advertindo do mesmo perigo:
Entra em acordo sem demora com teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo”.  (Mateus 5.25,26)

Uma coisa é certa, Jesus não estava brincando. A falta de perdão pode prender a vida alguém.
Tenho presenciado gente que esteve presa por tantos anos, e ao decidir perdoar foi imediatamente livre.
Como devo perdoar?
SEGUINDO O EXEMPLO DIVINO
Como deve ser o perdão? A pessoa tem que pedir o perdão ou merecê-lo para poder ser perdoada? Não. Devemos perdoar como Deus nos perdoou:
“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou”.  (Efésios 4.32)

O texto bíblico diz que nosso perdão e reconciliação horizontal deve seguir o exemplo de perdão que Jesus praticou para conosco. Então, basta perguntar: – “Fizemos por merecer o perdão de Deus? Não. Então nosso ofensor também não precisa fazer por merecer”.
O perdão é um ato de misericórdia, de compaixão. Nada tem a ver com merecimento. O apóstolo Paulo falou aos efésios que o perdão é fruto de um coração compassivo e benigno. O perdão flui da benignidade do nosso coração, e não por haver ou não benignidade no ofensor.
Jesus disse que se eu souber que alguém tem algo contra mim, devo procurá-lo para tentar a reconciliação.
Ainda que a outra pessoa não queira falar comigo, tenho que tentar. Deus ofereceu perdão gratuito a todos, independentemente de qualquer comportamento, e Ele é nosso exemplo!
Quantas vezes alguém deve perdoar?
NÃO HÁ LIMITE DE VEZES PARA PERDOAR
Certa ocasião, o apóstolo Pedro quis saber o limite de vezes que existe para perdoar alguém. E foi surpreendido pela resposta que Cristo lhe deu:
“Então Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.  (Mateus 18.21,22)

O Senhor declarou que mesmo se alguém repetir sua ofensa contra mim por quatrocentos e noventa vezes, ainda deve ser perdoado. Na verdade, os comentaristas bíblicos em geral entendem que Jesus não estava se prendendo a números, mas tentando remover o limite imposto na mente dos discípulos para perdoar.
Fico pensando o que seria de nós sem a misericórdia de Deus. Quantas vezes Deus já nos perdoou? Quantas mais Ele vai nos perdoar? Se devemos perdoar como também Deus em Cristo nos perdoou, então fica claro que não há limite de vezes para perdoar!
Quem ganha com o perdão?
O DIABO É QUEM LEVA VANTAGEM
Já falamos que há uma prisão espiritual ocasionada por reter o perdão. E que demônios se aproveitam desta situação. Agora queremos examinar um outro texto bíblico que nos mostra nitidamente que a falta de perdão dá vantagem ao diabo:
“A quem perdoais alguma cousa, também eu perdôo; porque de fato o que tenho perdoado, se alguma cousa tenho perdoado, por causa de vós o fiz na presença de Cristo, para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios”.  (2 Coríntios 2.10,11)

Em outras palavras, ele estava dizendo que o diabo age na falta de perdão,
O único que lucra com a falta de perdão é o diabo, pois passa a ter autoridade na vida de quem decide alimentar a ferida do ressentimento.
A Bíblia nos ensina que não devemos dar lugar ao diabo (Ef 4.27).
Que ele anda em nosso derredor rugindo como leão, buscando a quem possa tragar (1 Pe 5.8), e que devemos resisti-lo (Tg 4.7).
Mas quando nos recusamos a perdoar, estamos deliberadamente quebrando todos estes mandamentos.
APRENDENDO COM JESUS

Sabemos que não é algo tão fácil de fazer, mas é algo que precisa ser feito.
Primeiro, o perdão é uma decisão e também uma atitude de fé.
É preciso fé para perdoar. Certa ocasião quando Jesus ensinava seus discípulos a perdoarem, foi interrompido por um pedido peculiar:
“Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se por sete vezes no dia pecar contra ti, e sete vezes vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe. Então disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé”.   (Lucas 17.3-5)

Naquele instante os discípulos reconheceram que para praticar este nível de perdão iriam precisar de mais fé. E Jesus parece ter concordado, pois nos versículos seguintes lhes ensinou que a fé é como semente, quanto mais se exercita (planta) mais ela cresce (se colhe).
É necessário crer que Deus é justo e que Ele não nos pede mais do que aquilo que podemos dar. Se Deus nos pediu que perdoássemos, Ele vai nos socorrer dispensando sua graça no momento em que tivermos uma atitude de perdão.
Muitas vezes o perdão precisa ser renovado.
Depois de declarar alguém perdoado, o diabo, que não quer perder seu domínio, vai tentar renovar a ferida.
Cada vez que a dor tentar voltar, declare novamente seu perdão. Ore abençoando seu ofensor. Lute contra a mágoa!
É importante ver os ofensores como vítimas. Isto é algo especial que vejo em Jesus na cruz:
“Contudo Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.  (Lucas 23.34)

Aqueles que causam sofrimentos não passam de vitimas da cegueira espiritual, debaixo de influência maligna, sem nenhum discernimento de quem está atuando sobre suas vidas.
Jesus teve compaixão deles. Acredito que este é um princípio para o perdão fluir livremente. Assim como Jesus o fez, deixando exemplo, Estevão, o primeiro mártir do Cristianismo, também o fez:
“Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado”.  (Atos 7.60)


CONCLUSÃO:

Com o auxilio de Cristo podemos enxergar as misérias da vida espiritual daqueles que nos ofende.
Quando isso acontece fica mais fácil liberar o perdão...
Perdoar é canaliza o amor que Deus derramou sobre nós, na vida daqueles nos ofende, pois eles também necessitam do amor divino.
Depois perdoar é dar ao ofensor o direito de nascer novamente na nossa historia...
O cristão deve ser imitador de Cristo, que, não tendo ofendido a ninguém, mas sofrendo todas as afrontas, perdoou aos que lhe feriam. 
Ore para que Deus revele qualquer coisa que você tenha feito que machucou ou ofendeu alguém.

Comprometa-se a pedir e/ou oferecer perdão. Lembre-se da parabola contada por jesus.
Lembre do aconteceu com o homem que se negou a liberar perdão...

"O fraco jamais perdoa, o perdão é característica do forte." (Mahatma Gandhi)

“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” Ef. 4:32


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